Um cigarro de mármore
Para que logo se transforme em pedra todo o corpo,
Assim como está o coração porque o envenenei.
É tanta dor que quase já não durmo.
Por favor, Morte, dê-me um beijo em que chegue eu até a aternidade.
Porque chove fora e chove dentro.
Já não há destino em que eu possa perdoar.
E não sei se o frio ven do meu coração ou do lugar em que me encontro.
A ruas são mais longas
E seu fim mais distante.
Porque não há o amor que supunha,
Pelo que se fez gelo o meu verão.
Eu não quero olhar atrás,
Já não quero nem pensar.
É demasiado tarde para dizer que volto atrás.
Agora quero me afogar.
Por favor, olhe-me nos olhos
E veja como minha alma queimou neste quarto negro.
Chorando em silêncio estou,
Não sei se faço bem ou faço mal.
Isso nada mais é do que sou.
Porque se fácil vem, fácil irá.






