quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cigarro de mármore.


Um cigarro de mármore
Para que logo se transforme em pedra todo o corpo,
Assim como está o coração porque o envenenei.
É tanta dor que quase já não durmo.
Por favor, Morte, dê-me um beijo em que chegue eu até a aternidade.
Porque chove fora e chove dentro.
Já não há destino em que eu possa perdoar.
E não sei se o frio ven do meu coração ou do lugar em que me encontro.
A ruas são mais longas
E seu fim mais distante.
Porque não há o amor que supunha,
Pelo que se fez gelo o meu verão.
Eu não quero olhar atrás,
Já não quero nem pensar.
É demasiado tarde para dizer que volto atrás.
Agora quero me afogar.
Por favor, olhe-me nos olhos
E veja como minha alma queimou neste quarto negro.
Chorando em silêncio estou,
Não sei se faço bem ou faço mal.
Isso nada mais é do que sou.
Porque se fácil vem, fácil irá.

quarta-feira, 19 de maio de 2010


"(...) Seus olhos me olham, mas não me encontram. Você não me enxerga. Você me lê como se eu fosse um livro de palavras ocultas, palavras à mostra, de intenções incertas. Mas isso não importa. Você me toca, sem seu toque. Toque fantasma. O frio está, mas o calor volta.

Versos confusos, embora sinceros dentre os mistérios de viver. Contando, mostrando detalhes, apagando verdades para não voltar a sofrer.
Abafo a dor, demonstro um sorriso para agradar. Pensando em parar eu olho para o céu, nas estrelas encontro um amanhecer e na lua a luz.
Se há sempre estradas, mas nunca há fim, eu quero seguir, te encontrar no caminho e te ajudar a conseguir.
Mas enquanto isso continuo calada, olhando para o nada, tentando não sofrer mais por coisas assim."

segunda-feira, 17 de maio de 2010


Tento abaixar o volume de meus pensamentos
que só falam de você.
Tento equalizar meus sentimentos
que ficam loucos por você.
E no final não acho a freqüência perfeita
para não sentir saudade.
Tento não pensar para poder sentir.

E se sinto, me descubro pensando em você.
Doce ironia da vida, escapo de você
e sem se mexer você me alcança;
escondo-me de você e no meu esconderijo
o encontro.

Tento perdê-lo no caminho
e me dou conta de que, no final,
você é meu destino.

Tento não lembrar de você
pensando em como esquecê-lo
e, no final, reconheço que
o amor é uma arte,
porque não há maneira de apagá-lo.
Tento não pensar para poder sentir...

Nossa, como é difícil me afastar de você!
Por isso continuo tentando,
porque não quero que se apague sua lembrança.